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“Debater a logística e a infraestrutura é fundamental”, diz consultor

Luiz Henrique Dividino é uma das lideranças do setor que participará do Fórum do Agronegócio 2019

[ “Debater a logística e a infraestrutura  é fundamental”, diz consultor]

 

“Quando analisamos o perfil econômico do Brasil, que hoje já é o principal player no fornecimento de alimentos para o mundo, debater a logística e, principalmente, a infraestrutura disponível no país é fundamental”, diz o consultor internacional para logística portuária, Luiz Henrique Dividino. O consultor é um dos painelistas do Fórum do Agronegócio 2019, que acontece dia 8 de abril, durante a ExpoLondrina. O evento é uma promoção da Sociedade Rural do Paraná (SRP)

Dividino participa do painel “A lógica para a infraestrutura e a logística”, que traz como mediador o editor de Agronegócios do jornal Valor Econômico, Fernando Lopes, e os painelistas Edeon Vaz, diretor do Movimento Pró Logística; o gerente de cadastros de Armazéns da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Ricardo Thomé; e o atual presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Fernando Garcia,

Segundo Dividino, é preciso garantir o Brasil Competitivo – num contexto de concorrer com iguais condições com os demais players do setor. Garantir o Brasil Competitivo é respeitar todos os investimentos privados e o esforço das empresas e produtores, que garantem a estabilidade econômica do país, hoje e a longo prazo. “É fundamental que a iniciativa privada, neste caso os setores produtivos, consolidem uma lista de necessidades com as devidas prioridades diante da atual exiguidade de recursos públicos para investimento em infraestrutura.

Segundo ele, hoje, o principal eixo rodoviário do Paraná está em boas condições porém, com elevados custos dos pedágios. “As estradas estaduais vivem ciclos, após a execução das manutenções ficam adequadas mas os cuidados não são contínuos. É importante lembrar que precisamos de estradas em boas condições durante o tempo todo pois o perfil agrícola do Paraná não tem mais sazonalidade. Temos movimento durante todo o ano”, aponta. Já as estradas rurais municipais estão à própria sorte, segundo ele.

Para Dividino, os portos do Paraná passaram, nos últimos anos, pelo maior programa de recuperação e investimento na sua infraestrutura da sua história. “As antigas filas de caminhões que chegavam a Curitiba não mais ocorreram desde 2013. A modernização dos processos automação e a digitalização de procedimentos agilizou os trâmites e reduziu a burocracia”, afirmou. Mas, segundo ele, é preciso pensar os portos para os próximos 20 anos. “Então precisamos não somente continuar os investimentos mas, principalmente, colocar como missão principal dos portos atender melhor o seu cliente, com maior agilidade e com menores custos operacionais”, diz. Ele afirma que é preciso implantar os Terminais de Uso Privativo (TUP) no Paraná a exemplo do que existe no Porto de Santos. “A concorrência é fundamental para o melhor atendimento dos usuários dos portos”, garante.

“Na minha compreensão, o Paraná tem pensado muito pequeno sobre infraestrutura e logística. Se pensarmos que já construímos uma ferrovia entre 1990 e 1994  - com um PIB que corresponde a 10% do atual - e, hoje, brigamos para as concessionárias façam duplicações, nos apequenamos”, afirma. De acordo com ele, o Estado produz com tecnologia e produtividade em quase toda malha agrícola disponível, tem a produção, a carga e os clientes.

“O que falta para acreditarmos e investirmos? Precisamos buscar inserir na pauta do Governo Federal e Estadual programas de investimentos alinhados às necessidades dos clientes e usuários da infraestrutura. Se não têm os recursos públicos, vamos buscar privados. Isso serve para o porto, aeroporto, ferrovia, rodovia e dutovias”, diz.

As inscrições para o Fórum do Agronegócio 2019 estão abertas e são gratuitas. Veja a programação e faça seu cadastro no www.forumdoagronegocio.com

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