Fechar

Não participou dos eventos anteriores?

Saiba tudo que aconteceu na primeira e segunda edição.

[Download] Fórum do Agronegócio 2018 [Download] Relatório Fórum do Agronegócio 2017

Déficit de armazenamento chega a 63 milhões de toneladas de grãos, diz presidente da CONAB

Newton Araújo Silva Júnior diz que são necessários investimentos maiores em modais diferentes do rodoviário para dar competitividade ao setor

[Déficit de armazenamento chega a 63 milhões de toneladas de grãos, diz presidente da CONAB]

O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), Newton Araújo Silva Júnior, estará em Londrina, nesta segunda (8), participando da terceira edição do Fórum do Agronegócio. Com o tema “Potencializar o Agro: da infraestrutura à agregação de valor. Soluções?”, o evento é uma realização da Sociedade Rural do Paraná (SRP) e reunirá, em Londrina, durante a ExpoLondrina, as principais lideranças do agro brasileiro.

Silva Júnior será um dos debatedores do painel “Soluções e desafios para potencializar a eficiência do Agronegócio brasileiro”. Para ele, o setor produtivo necessita de infraestrutura e logística que permita escoar sua produção por valores competitivos. “Nesse sentido, é de suma importância o tema estar na agenda dos novos governos. Não é mais possível alcançar crescimento e desenvolvimento econômicos sem que se alcance, ao mesmo tempo, o desenvolvimento da logística, que praticada de forma eficiente é um dos caminhos para se combater custos desnecessários e integrar todas as regiões aos sistemas de produção e consumo estabelecidos”, diz

Em um fluxo logístico de distribuição de grãos adequado, ele diz que, além da qualidade e diversidade de modais, são essenciais pontos de interligação e conectividade entre as modalidades de transporte. “Essa conexão é realizada por meio dos sistemas de transbordo, armazenamento e terminais portuários”, explica.

De acordo com o Cadastro Nacional de Unidades Armazenadoras da Conab, do total de 162 milhões de toneladas de capacidade estática cadastrada de armazenamento, apenas 6 milhões possuem acesso hidroviário, o que representa 6% do total da capacidade de armazenamento, ratificando que esse tipo de modal é pouco difundido no Brasil. “A distribuição das unidades armazenadoras no Brasil, semelhante ao que ocorre com a localização da malha de transportes, concentram-se nos estados localizados ao sul do país, refletindo um descompasso entre o avanço das áreas de fronteiras agrícolas e a localização da capacidade de armazenamento”, diz.

Segundo Silva Júnior,  existe um possível déficit de armazenagem de cerca de 63 milhões de toneladas para a safra 2018/2019, se considerarmos a produção de cerca de 225 milhões de toneladas de grãos e uma capacidade estática de armazenamento de cerca de 162 milhões de toneladas. “É claro que isso não representa um número absoluto de déficit, uma vez que existe uma rotatividade na safra, ela não sai integralmente das lavouras para o armazém, nem todas as culturas ao mesmo tempo. No entanto, os números demonstram que o Brasil possui disponibilidade para armazenar 72% da sua produção de grãos, enquanto nos EUA, por exemplo, essa disponibilidade se aproxima a 120%, valor considerado ideal para a FAO/ONU e referencial teórico utilizado na literatura majoritária”, afirma.

De acordo com ele, a  taxa média de crescimento anual da produção de grãos no Brasil foi de cerca de 4,7% ao ano, entre os anos 2012 e 2017. “Já as estruturas de armazenagem dos produtos agrícolas, por sua vez, evoluíram a uma taxa média anual de cerca de 3,6%, no mesmo período”, afirma. “Crescimento e desenvolvimento econômicos dependem, significativamente, da execução de uma logística eficaz, pois o aumento das competitividades nacional somente será obtido com eficiência operacional, diminuição de desperdícios, eliminação de gastos e diminuição dos custos envolvidos nos processos de abastecimento, transferência e distribuição”, diz.

O presidente diz que a Conab vê com otimismo algumas ações já implantadas, como a retomada das obras da BR-163, melhorando o acesso aos portos do Arco Norte. “Mas enxerga também serem necessários maiores investimentos em outros modais, para melhoria do escoamento de safra, com preços mais competitivos no mercado externo”, explica. Ele explica que, como usuária da infraestrutura logística, o modal utilizado pela Conab é o rodoviário, ainda o principal meio para operacionalização dos diversos programas da Companhia, entre eles o programa de Vendas em Balcão.

Segundo ele, o armazenamento de produtos no mesmo local de produção consiste em uma estratégia para garantir a competitividade no agronegócio, tendo em vista a flutuação de preços com transporte em momentos de aquecimento do mercado. “Ademais, as estruturas em nível de fazenda são capazes de mitigar as perdas quantitativas e qualitativas que ocorrem na cadeia produtiva de grãos.  E promovem a redução dos custos com transporte pela possibilidade de secagem e limpeza dos grãos antes do seu escoamento, proporcionando ganhos indiretos, tendo em vista a redução do volume a ser transportado, já que a umidade excedente e as impurezas foram retiradas”, afirma.

Notícia anterior Fórum do Agronegócio... Próxima notícia Com participação da...