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Fórum do Agronegócio discute os desafios do agro

Palestrantes abordaram a necessidade de se resolver velhos problemas do setor

[Fórum do Agronegócio discute os desafios do agro]

O Fórum do Agronegócio discutiu nesta edição da ExpoLondrina os problemas de logística e infraestrutura que o agronegócio enfrenta no Brasil.

Em palestras e painéis com lideranças nacionais do setor, o debate girou em torno de problemas já conhecidos do agronegócio: o alto preço do pedágio nas estradas, a má conservação das rodovias, o custo do frete, a burocracia, altos juros, a busca de novos mercados para exportação e a necessidade de novas políticas agrícolas.

O presidente da Sociedade Rural do Paraná abriu o Fórum falando sobre a força do homem do campo.  “A  lista de problemas já é de muito tempo, passando por vários governos. Para que então voltar à discussão destes velhos problemas? Novo governo, novas tecnologias, quem sabe agora não conseguimos solucionar algum deles? A grande maioria dessas dificuldades encontradas estão localizadas da porteira para fora; porque temos certeza de que da porteira para dentro, o agricultor fez a lição de casa”.

Norberto Ortigara, secretário estadual de agricultura, destacou a necessidade imediata de resolver estes problemas para potencializar a principal vocação do Brasil: o agronegócio.

A Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Teresa Cristina Correa da Costa Dias, também esteve presente no Fórum. Em palestra, ela falou sobre a expectativa do mercado agro para o anúncio do Plano Safra. A ministra disse defender uma política agrícola com previsibilidade para 5 anos, ao invés de planos específicos para cada safra. Teresa Cristina também falou da importância da secretaria das relações internacionais e o trabalho em duas frentes: a negociação para manter as exportações com países que já são parceiros (como o caso da exportação da carne para países árabes e muçulmanos) e a busca de novos mercados (a Indonésia e o México, por exemplo).

O primeiro painel da tarde, teve como mediadora a ex-senadora Ana Amélia Lemos. O tema foi “Soluções e desafios para potencializar o agronegócio brasileiro”. Os participantes convidados levantaram como desafios: a logística deficiente para escoamento das safras, a burocracia em vários níveis do setor agro, as condições competitivas desfavoráveis ao Brasil no Mercosul e no mercado externo, as exportações para China e Estados Unidos, a necessidade de definições de pautas mais assertivas e definição das prioridades do agro, a falta de segurança no campo e as altas taxas de juros praticadas no mercado.

O economista Ricardo Amorim foi o mediador do segundo painel. O tema do debate foi “Agro: O Mercado Interno e externo e suas perspectivas para agregação de valor”. Ricardo Amorim destacou os dois cenários que vão impactar a economia brasileira nos próximos meses: no cenário externo, a preocupação com a recessão na economia americana e as consequências no Brasil; no cenário nacional, a votação da Reforma Previdenciária como forma de garantir o fortalecimento da economia interna. Os participantes do painel falaram também sobre a Reforma Tributária para melhorar o agronegócio e a necessidade de se fazer acordos geopolíticos unilaterais.

“A Lógica para a Infraestrutura e a logística” foi o tema do terceiro painel do Fórum de Agronegócio. O mediador Fernando Lopes, editor de Agronegócio do Valor Econômico, conduziu o último debate da tarde. Segundo os participantes do painel, a falta de estradas, ferrovias e de hidrovias tem encarecido o custo da exportação da safra brasileira para grandes mercados como a China. Outro grave problema é o isolamento da produção agrícola de estados do norte e centro oeste, que sofrem com a falta de condições de acesso e que tem dificuldade em escoar a sua produção.

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