Fechar

Não participou dos eventos anteriores?

Saiba tudo que aconteceu na primeira e segunda edição.

[Download] Fórum do Agronegócio 2018 [Download] Relatório Fórum do Agronegócio 2017

“Não há um projeto nacional de infraestrutura. Estados nem se conversam para obras”, afirma presidente da ABAG

Marcello Brito diz que, depois da Lava-Jato, Brasil precisa de novos players e que falta projeto federativo com planejamento conjunto

[“Não há um projeto nacional de infraestrutura. Estados nem se conversam para obras”, afirma presidente da ABAG]

 

No dia 8 de abril, o Fórum do Agronegócio estará reunindo, no Parque Ney Braga, em Londrina, as principais lideranças nacionais do setor para discutir formas de potencializar o agronegócio brasileiro, hoje prejudicado por uma infraestrutura precária.  Entre as lideranças que já confirmaram a presença está o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Marcello Silva do Amaral Brito, que participa do painel “Agro: Mercados interno e externo e suas perspectivas para agregação de valor”.

Para Brito, a realização do Fórum nesse momento é oportuno já que “estamos num momento de realinhamento de expectativas, demandas e projetos”. “O país de antes das últimas eleições ficou para trás, a população demonstrou sua necessidade por mudanças. Atrelando esse anseio à realidade do mundo atual percebemos que a produtividade e eficiência ganham importância como símbolo de competitividade em todos os setores”, diz. Segundo ele, talvez esteja aí o grande gargalo do Brasil, sua baixíssima produtividade. “Esse é um fato também observado em várias das cadeias do agronegócio. Precisamos nos reinventar”, afirma.

Para o presidente da ABAG, lamentavelmente não há um projeto nacional de infraestrutura. “Estados investem sem nenhum projeto de comunicação com estados vizinhos. Investimentos estaduais - e mesmo federal -  em infraestrutura, na maioria das vezes, não são planejados por demanda, mas por interesse outros. Sem esse planejamento conjunto, federativo, não sairemos do buraco que estamos”, afirma.

De acordo com ele, também é preciso abrir as portas a investidores e construtoras estrangeiras numa engenharia de trocas comerciais que beneficie o Brasil como um todo. “Nosso parque construtivo nacional foi praticamente dizimado pela (Operação) Lava-Jato e precisamos de novos players”, explica.

O escoamento da produção num país continental como o Brasil sempre será um desfio, segundo Brito. Para mitigar o problema, ele diz que é necessário planejamento tecnológico aplicado a clusters de produção, rotas logísticas, hubs multimodais e inteligência de mercado. “Está tudo aí disponível mas, para que o investimento chegue, é antes necessário organizarmos a casa, o nosso país, voltar a gerar confiança ao dono do capital.

“O nosso agronegócio carece de boas obras, grande e caras, principalmente nas áreas de infraestrutura e logística, para ganhar a competitividade e produtividade. Mas temos que intensificá-las dentro de um modelo sustentável ao país”, afirma.

Notícia anterior Fórum do Agronegócio... Próxima notícia “Debater a logística...