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“Terminais paranaenses são altamente competitivos”, diz presidente da APPA

Administração dos Portos e governo do Estado estão investindo em melhorias para atender as necessidades do agronegócio

[“Terminais paranaenses são altamente competitivos”, diz presidente da APPA]

“Infraestrutura e logística são temas que nunca devem sair da pauta. São assuntos dinâmicos e nós, enquanto gestores portuários - elos fundamentais da cadeia logística e do Agronegócio - devemos estar sempre acompanhando o que se tem de mais moderno em termos de soluções; assim como devemos estar atentos às necessidades de todos os agentes do setor”. Essa é opinião do presidente da Administração dos Portos do Paraná (APPA), Luiz Fernando Garcia da Silva, que participa, pela primeira vez, do Fórum do Agronegócio.

O evento, promovido pela Sociedade Rural do Paraná, no dia 8 de abril, durante a ExpoLondrina, reunirá as principais lideranças do agronegócio para debater o tema “Potencializar o Agro: da infraestrutura à agregação de valor.  Soluções?”. O presidente da APPA participará do painel “A lógica para a infraestrutura e a logística”, que terá como moderador o editor de Agronegócios do jornal Valor Econômico,  Fernando Lopes, além da participação de Edeon Vaz, diretor do Movimento Pró Logística – APROSOJA; Luiz Henrique Dividino, consultor Internacional para Logística Portuária com ênfase no segmento de commodities; e Ricardo Thomé , gerente de cadastro de Armazéns na Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB.

Segundo Garcia da Silva, o governo do Estado e a APPA têm o desafio de gerar uma cadeia com os menores custos logísticos. “Todos os nossos investimentos estão sendo pautados nesse sentido, de maior eficiência para promover menor custo logístico: dar mais e melhor condição de acesso ferroviário, aquaviário e rodoviário; mais condição de armazenagem, com maior capacidade – através da licitação de novas áreas e renovação dos contratos vigentes; e condição de expedição da carga melhor”, diz.

Para os portos do Paraná, ele afirma que há novos projetos para o Corredor de Exportação e berços de atracação. “É um novo momento do Paraná, onde um dos principais pilares dos investimentos em infraestrutura são os portos. Queremos estar preparados para que possamos alcançar 80 milhões de toneladas até 2030”, explica.   

Segundo o presidente da APPA, os portos do Paraná estão preparados, há localização geográfica estratégica e capacidade de movimentação de todos os tipos de carga. “Tanto na operação de Granéis Sólidos (exportação e importação), quanto em Carga Geral, Contêineres e Veículos, os terminais paranaenses são altamente competitivos e oferecem as melhores soluções de negócios para o atendimento aos mercados nacional e internacional”, afirma.

De acordo com o presidente, os portos do Paraná conta com as  melhores pranchas (capacidade operacional das cargas), oferecem segurança e, no caso do porto de Paranaguá, é referência no pagamento de prêmio positivo para exportação de soja. “A redução no tempo de espera para carregar o navio diminui os custos dos usuários e aumenta a liquidez dos negócios”, diz. Segundo ele, isso só foi possível gralhas ao Corredor de Exportação, o modelo paranaense para embarque de grãos, em sistema de pool, que é único no Brasil. “A carga pode ser embarcada simultaneamente nos três berços de atracação exclusivos para granéis e é possível que um mesmo navio receba mercadoria de diferentes produtores – inclusive dos pequenos. Outro diferencial é o cuidado com a qualidade, por isso, todos os grãos passam por avaliação da Empresa Paranaense de Classificação de Produtos (Claspar)”, diz.

Hoje, segundo Garcia da Silva, o  Paraná tem um papel crucial na cadeia logística brasileira. “O governo do Estado entende que é preciso investir em capacidade de transporte, armazenagem de carga, eficiência de embarque e desembarque marítimo.  Melhorar a infraestrutura logística e operacional tem um impacto significante nos custos para a indústria e para os produtores rurais, estimulando o crescimento e a produtividade”, afirma. E diz que o objetivo é fazer, nos próximos anos, o Porto de Paranaguá ainda maior e mais competitivo. “Entre os projetos para o futuro, destacamos a ampliação do cais de acostagem, que prevê a construção de três novo píeres, somando 10 novos berços de atracação”, explica.

Ele também diz que as obras em andamento deverão melhorar ainda mais a segurança e o fluxo de tráfego de veículos: estão sendo construídos novos viadutos, que garantirá mais segurança e menos congestionamento na entrada da cidade; a recuperação de vias na retroárea; a melhoria no trânsito de caminhões que descarregam no porto e o novo corredor de exportação oeste, que garante um aumento da capacidade de movimentação de granéis sólidos de 2 milhões para 6,5 milhões de toneladas (Investimento: R$ 177 milhões).

“Ainda estão em nosso planejamento, a recuperação de vias de acesso, ampliação da malha ferroviária, novas esteiras para transporte de grãos, novo pátio de caminhões para retorno, novas campanhas de dragagem; e novas áreas de despejo, otimizando os custos de dragagens”, afirma.

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